
Nesta segunda-feira (10) uma plateia de mais de 100 estudantes, com idade entre 14 e 23 anos, do projeto Jovem Aprendiz assistidos pela Espro - Associação de Ensino Social Profissionalizante participou do primeiro dia da Semana da Juventude pela Igualdade - um espaço de diálogo, formação e troca de experiências que incentiva jovens a se tornarem agentes de mudança em suas comunidades, na sede da Subsecretaria da Juventude, a Casa da Juventude, no Gopoúva.
A iniciativa da Subsecretarias da Juventude, em parceria com as pastas de Igualdade Racial e de Acessibilidade e Inclusão, integra o calendário do Novembro Negro e prossegue até sexta-feira (14) com palestras e atividades sobre diversos temas para outros 460 jovens aprendizes da Espro, uma organização sem fins lucrativos que atua na capacitação profissional para a inclusão.
De acordo com o subsecretário da Juventude, Joas Rodrigues de Melo, a proposta visa a estimular a reflexão, o conhecimento e o protagonismo juvenil em temas relacionados à igualdade, à inclusão e aos direitos, fortalecendo o papel da juventude na construção de uma sociedade mais justa.
Equidade Racial
O Combate ao racismo, políticas públicas afirmativas, equidade racial e reconhecimento da identidade étnico-racial foram assuntos tratados pelo diretor da Subsecretaria da Igualdade Racial, Joildo Silva Souza. Ele abordou os tipos de racismo, através de uma breve retrospectiva histórica.
Para o diretor, é preciso desconstruir o racismo estrutural que permeia a sociedade e trazer aliados para a luta de reconhecimento, valorização e fortalecimento da igualdade racial, através da construção de políticas públicas antirracistas.
Cidadania Ativa
O papel transformador da juventude, cidadania ativa e fortalecimento de lideranças jovens ficou a cargo do chefe de seção técnica da Subsecretaria da Juventude, Vinícius Bontempo. O Estatuto da Juventude (lei federal nº 12.582/2013) e o sistema eleitoral também foram tratados pelo palestrante, que realizou ainda uma simulação de eleição entre os participantes.
Aos 18 anos, a jovem aprendiz Thais Fernanda Loredo dos Santos, vive na Água Chata e cursa ciências sociais na Unifesp. Ela aprovou o evento porque considera necessário ter consciência sobre igualdade, já que muitas pessoas trazem ideias preconcebidas que receberam de informações de suas famílias, as quais em grande parte das vezes têm desigualdades estruturais. Essas desigualdades precisam ser descontruídas para se criar uma sociedade equitativa e acolhedora.
Inclusão sem barreiras
Temas como construção de ambientes mais inclusivos, empatia, respeito às diversidades e a garantia de direitos para pessoas com deficiência (PCD) foram desenvolvidos pela subsecretária de Acessibilidade e Inclusão, Mayara Maia.
A inclusão de pessoas com deficiência, de acordo com Maia, começa com a informação e o acolhimento, daí a necessidade de mais jovens receberem orientação sobre o assunto para que cada vez mais tenhamos uma sociedade inclusiva na qual as pessoas com deficiência tenham seus direitos respeitados.
Saúde mental
Encerrando a programação, o psicólogo da Rede de Atenção Psicossocial (Raps) da Secretaria de Saúde, João Victor Rezende dos Santos, tratou do tema suicídio e racismo com os jovens.
De acordo com o psicólogo, desde 2016, há um crescimento do índice de suicídios no país entre os homens negros com idades entre 15 e 29 anos, o que não ocorre na população branca. Estes dados indicam que isso acontece em razão do racismo, do bullying, da dificuldade de acesso a empregos e aos espaços sociais, e por se sentir apartado da sociedade. Conversar sobre esse assunto é uma forma de prevenção e de promoção da saúde.
As Subsecretarias da Juventude, de Igualdade Racial e de Acessibilidade e Inclusão integram a Secretaria de Direitos Humanos.
Fotos: Marcio Lino/PMG
Galeria de Imagens: https://www.guarulhos.sp.gov.br/node/30626
10/11/2025


